Dizem que ontem fiz anos, isto é, fez anos que meu corpo se separou do cordão umbilical. É claro que não dei os parabéns a mim mesmo por tal circunstância.
Uma palavra percorre o reflectir sobre esta coisa dos parabéns: palhaçada.
Queiram-me desculpar, mas apertar os cordões merece mais congratulações do que isto de mais um ano de vida.
Dêem os parabéns a meu coração, a meus pulmões, a meu fígado (esse até eu felicito!) e às minhas restantes vísceras. Não a mim. Eu não luto para estar vivo, nem tenho tal objectivo. Eu apenas luto para viver. E não é isto Crível? Está posto que sim!
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