Status Quo

30.5.09 à(s) 12:56


O eixo do mal?

Ó Fortuna que se chama Sorte

27.5.09 à(s) 17:51

Ó Fortuna que Sorte se chama
E que tão grande miséria é,
Que impotência prova esta fama.
Não há vida translúcida e cristalina
Ela não é mais que puro lodo e lama.




1. Fortuna Imperatrix Mundi

O Fortuna
velut luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis;
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem,
egestatem,
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis,
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus
semper dissolubilis,
obumbrata
et velata
michi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria,
est affectus
et defectus
semper in angaria.
Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite;
quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!


2. Fortune plango vulnera

Fortune plango vulnera
stillantibus ocellis
quod sua michi munera
subtrahit rebellis.
Verum est, quod legitur,
fronte capillata,
sed plerumque sequitur
Occasio calvata.

In Fortune solio
sederam elatus,
prosperitatis vario
flore coronatus;
quicquid enim florui
felix et beatus,
nunc a summo corrui
gloria privatus.

Fortune rota volvitur:
descendo minoratus;
alter in altum tollitur;
nimis exaltatus
rex sedet in vertice
caveat ruinam!
nam sub axe legimus
Hecubam reginam.

desabafo

à(s) 16:06
On the edge

Quem
                                             gosta
             de
viver
no                          
                                                                              fio
da                        
navalha,                                                   
                                    também 
                                                                   pode
                                                                                                               acabar
               por
                                                                                   cair...

freight train

à(s) 12:05
Na descida irrecusável incito o passo que a condição humana impõe. Não tenho sorrisos nem lágrimas, apenas vísceras a apodrecer, enquanto a consciência se niiliza por vontade do corpo.
Não é impossível confiar na esperança ou na fé quando a sorte não está em nossas mãos, e todos nós temos as mãos atadas.
Atravessamos a vida (em sociedade) como quem atravessa um túnel: há uma entrada e uma saída, tudo o resto que nos rodeia são tristezas, misérias, injustiças, luto e escuridão.
E depois vem a luz ao fim do túnel. Trata-se do destino que nós achamos por bem merecido: a saúde, o conhecimento, a felicidade e a fraternidade entre os nossos pares.



"Then it comes to be that the soothing light at the end of your tunnel
Is just a freight train coming your way"


"That ain't fresh"

22.5.09 à(s) 19:37
“I dream of giving birth to a child who will ask, "Mother, what was war?"” Eve Merriam


Psicólogos

à(s) 18:55
Psicólogos - talhantes metafísicos do cérebro.



New York além fronteiras

20.5.09 à(s) 21:30
Apesar da primeira impressão tender para a celebre divisa "up yours", não é despropositado ver o ser humano como o trabalho resultante de tripas, ou até mesmo ver a cabeça do homem como um belo ânus e/ou recto...


Guerrilha do Sri Lanka decide depor armas

17.5.09 à(s) 13:22
Segundo o semanário SOL, a guerrilha Tamil anunciou no domingo que decidiu depor as armas para acabar com os combates com as tropas do Sri Lanka no nordeste da ilha.
o chefe das relações internacionais da guerrilha dos Tigres da Libertação Tamil afirmou: «Só nos resta uma opção: eliminar a última débil desculpa do inimigo para matar o nosso povo. Decidimos calar as nossas armas»

E agora, se me permitem, citando um certo indivíduo: Ai vão calar as armas? Que foi? "Não têm bombinhas?" Então vocês metem-se com os ... e não têm bombinhas? Não têm bombinhas, não têm argumentos.
E depois ah e tal porque tão "matar o nosso povo..." Tá bom... Não têm bombinhas? Atão nós tomamos conta da ocorrência... QUEM NÃO TÊM BOMBINHAS GRAMA COM A PASTILHA!
Quando se quer proteger algo tem de ser com bons argumentos! Os guerrilheiros de hoje em dia... Até os Mc's percebem mais de guerra que eles...






P.S.: USA say: "medidas proteccionistas? Não temos nada a ver com isso!"

A Evolução

16.5.09 à(s) 12:24

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para
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AVISEM AS ONG

14.5.09 à(s) 20:36
Agora que sua santidade, o pinguim Ratzinger, visitou Nazaré, suposta cidade onde nasceu o FILHO DE DEUS (huuuhuuuuhhuuu), veio à tona o caso de mais uma espécie em vias de extinção. Só por si já soa a grave, mas piora!

A horrível, atroz, hedionda, cruel, perversa, viciosa, bárbara e fera (ufa..) verdade é que se trata de uma espécie endémica lá daquelas zonas! Se ao menos o ser humano tivesse a capacidade de deixar os animaizinhos viver em paz e sossego, deixando-os agir consoante uma das mais complexas obras de Deus, sua predisposição genética...

Já agora aproveito e abro parênteses: neste âmbito apenas ainda não atingi a parte de deus não se importar com o facto de algumas espécies poligâmicas, enquanto a raça humana tem de gramar com a pastilha do tédio! (é isso ou o pecado seguido do perdãozeco do confessionário). Enfim...

Como estava eu a dizer, a atroz, hedionda, cruel, blá blá, wishkas saquetas, verdade é que na cidade onde Jesú nasceu, esse grande homem, o salvador que se esqueceu das vítimas, a população endémica de cristãos está em vias de extinção! (se não é verdade paciência, as noticias disseram, as noticias sabem, as noticias mandam! Avé palavra do senhor pela TV em canal aberto!).

Ao que parece numa população de não sei quantos milhões, apenas 1/3 é cristã. E ainda resta saber, desse tal 1/3, quantos são praticantes. Sim! Porque pelos vistos há cristãos não-praticantes. Mas também que estavam vossas excelências à espera? Numa religião em que o crente tem um confessionário sempre à mão, bem se pode dar a esse luxo...
Mas chega de divagar! É preciso ajudar os “bixos-beatos” (ouvi dizer esse era o nome científico, e daí lavo minhas mãos)!

Vamos repovoar Nazaré com essa espécie que conta já 2000 anos, e cujos antepassados têm origens egípcias (não, não tou a falar do tal Moisés! vejam o ZEITGEIST e logo percebem)

Avisem as ONG, vamos ajudar esta espécie!

I pretend to close my eyes

à(s) 19:28
Sim, agarrem-se às vossas mentiras. Descansem: não irei mexer uma palha que seja.

I Go Back to May 1937
por Sharon Olds

I see them standing at the formal gates of their colleges,
I see my father strolling out
under the ochre sandstone arch, the
red tiles glinting like bent
plates of blood behind his head, I
see my mother with a few light books at her hip
standing at the pillar made of tiny bricks,
the wrought-iron gate still open behind her, its
sword-tips aglow in the May air,
they are about to graduate, they are about to get married,
they are kids, they are dumb, all they know is they are
innocent, they would never hurt anybody.
I want to go up to them and say Stop,
don’t do it—she’s the wrong woman,
he’s the wrong man, you are going to do things
you cannot imagine you would ever do,
you are going to do bad things to children,
you are going to suffer in ways you have not heard of,
you are going to want to die. I want to go
up to them there in the late May sunlight and say it,
her hungry pretty face turning to me,
her pitiful beautiful untouched body,
his arrogant handsome face turning to me,
his pitiful beautiful untouched body,
but I don’t do it. I want to live. I
take them up like the male and female
paper dolls and bang them together
at the hips, like chips of flint, as if to
strike sparks from them, I say
Do what you are going to do, and I will tell about it.

Nunca amamos ninguém para além de nós mesmos

à(s) 01:12
Nunca amamos ninguém para além de nós mesmos.
Quando o amor é sexual amamos o prazer que um corpo estranho nos concede.
Quando o amor é sentimental amamos o conceito que tecemos sobre a pessoa amada, e repare-se que amamos apenas a imagem, apenas o conceito, que temos dessa pessoa e não ela mesma, sendo esse mesmo conceito apenas nosso e absolutamente único. Mas ainda não acabou: por sua vez amamos, apenas, o que a existência desse conceito provoca em nós.
E este género de coisas lógicas dá azo a desejos que rompem com a moral vigente, e que muitos de vós deverão ver como hediondos. Por exemplo:
1- quando o amor é sexual: Poligamia
2- quando o amor é sentimental: Por vezes sucede que a imagem (conceito), que tínhamos da pessoa em questão, se altera por qualquer razão que nos transcenda, damos por nós a pensar: "que vi eu naquela pessoa?"

.
.
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Ainda estão a pensar nisso? Desistam!
Diria santo Agostinho: "ainda não sabia o que era o amor e já amava amar"
Atroz divertimento este...
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Se estão ainda estão há espera de alguma verdade,
oferendo-vos Fernando Pessoa:

A Alma não se usa à superfície do mundo

Se alguma coisa há que esta ida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecemos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que não se usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que não o conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o intimo, metafísico, inimigo.

top desvarios [2]

13.5.09 à(s) 20:42
Tristes almas somos,
Errantes pé-descalços,
Seres vivos toscos,
Criadores de ideais falsos.

Não vale a pena lutar
Pelo futuro que não chegará,
O erro somos nós
E a vida sempre nos falhará.

Solto o fôlego e incito
A descida, eterno desconhecido
De mim próprio pressinto
O futuro já perecido.

Frágil, Frágil ramo
De terra repugnante
E feia. A mim chamo
Esta sina purgante
E em meu corpo entranho
A sorte de ser pensante.

top desvarios[1]

à(s) 20:33
A tristeza se apodera
Daquilo que sou,
Que sem tristeza ser,
Toda a vida levou.

Tamanha leveza de alma,
Aliada ao peso de existir,
Cria esta tortura
De nenhuma verdade servir.

Ser pensante de
Pensamentos vazios,
Nem desejos nem vontades
Apagam estes desvarios.

Desisto. De tudo que sou
Nada mais quero ser,
Farto desta consciência
Que me impede de viver.

Just for Sharing

à(s) 20:29
Henry David Thoreau - No lugar do amor, do dinheiro, da fé, da fama, da beleza e da justiça, dêm-me a verdade.

Epifania numa aula [2]

11.5.09 à(s) 21:32
Repouso o resto morto de um cadáver vivo nesta cadeira com vista para as árvores que entram pela chuva adentro.
Pensamentos, pensamentos... A verdade é que as minhas vísceras já ganharam a forma da cadeira e ainda falta meia hora para tocar.

E digam-me: é esta escola que tem todo o valor do mundo face a tudo o resto? Pois ainda mal.

(hoje estou vidrado com os filhos da puta dos ignorantes)

Alarmismo, Perigo e Pandemia: APOCALIPSE

10.5.09 à(s) 00:20

Ainda não terminou a gripe suína e já outra pandemia invadiu o planeta sem qualquer tipo de misericórdia. Enquanto os espaços públicos tentam afastá-la a todo o custo, de modo a conseguirem manter os seus clientes (vivos?) durante mais tempo ...

Tenham medo, escondam-se, enrosquem-se aos lençóis, fechem os olhos e (caso acreditem) rezem (pelo que se não acreditarem podem tentar na mesma, é-me indiferente)! O TABACO está a matar!

Ainda ninguém compreendeu como esta pandemia se dissemina. Teme-se que a população mundial corra sérios riscos! É o SALVE-SE QUEM … QUISER !?!!




AHAHAHAHAHAH




Come on sucker lick my battery

9.5.09 à(s) 21:01



Não deixem de ver a jóia da coroa destes tipos (The Flight of the Conchords) a: "Business Time"

desvarios [3]

à(s) 19:48
Sento-me e acomodo-me, feito porção de água que troca continuamente de recipiente.
E sentado repouso minhas vísceras e minhas entranhas, umas vezes mais alienado outra vezes mais desperto, mas sempre ciente que esta pessoa que tem meu nome não sou eu: é aquilo o que os outros vêem neste corpo.
Quem sou eu, quem és tu, quem, quem, quem, blá, blá, blá, blá . . .
Pó vivo meus amigos, pó vivo. E pensar e ser e querer ser, é estar doente dos olhos!
Repare-se que ao sermos aquilo que os outros vêem em nós, também os outros são aquilo que vemos neles.
Como resumo "Quem sou eu, quem és tu, quem(...)"? Simples: tamanha orgia de conceitos absolutamente subjectivos e incompatíveis em relação ao mundo real.
I onde quero chegar com tudo isto, perguntais vós? . . . . . hum . . . . . . . Bem . . .



Metafísica

6.5.09 à(s) 20:58

desvarios [2]

à(s) 20:56

Olá, apresento-me como sou, apresento-me como o desconhecido de mim mesmo e de tudo o que transcenda a pele do meu corpo. Pois não me conhecem? Sou eu, a certeza do conhecimento e a eterna interrogação daquilo que jamais se compreenderá na plenitude.

Venho tagarelar daquilo que se conhece, e não do desconhecido. Já basta de procurar as respostas na máquina inventada por aqueles que também inventaram a felicidade. Tudo são pensamentos e ideias, mais ou menos verosímeis do que vemos, somos ou queremos, e tudo são erros, falsidades e ilusões do que pensamos ser, ver ou querer.

Entenda-se que o belo não é forçosamente aquilo que é mais elaborado ou complexo. O belo é aquilo que foge do padrão da normalidade e da harmonia estabelecida por nós. Porém, inexplicavelmente, o q é anormal pode acabar marginalizado por aqueles que concebem um determinado conceito de beleza. Constata-se que o parecer que retiramos de algo que pressentimos, e que não nos é estranho, trata-se de um rótulo que atravessa o nosso cérebro como se se tratasse de um pensamento que na realidade não é, pois não consiste numa atitude de juízo, reflexão e raciocínio.

As sensações também existem, pelo que faz sentido que as sensações puras existam também…

desvarios [1]

à(s) 20:15

- Fujo da sociedade como o navio que deseja navegar em terra firme. Não suporto mais estas forças cujo único princípio que servem é declaradamente o lucro! Quero então libertar-me das forças!

. . . . . .

ao que alguém repara inteligentemente:

- Da camisa de forças?

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3.5.09 à(s) 22:47
Encontrei algo que me fez sorrir. Quis partilhar contigo:

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http://tonalidadesmatizescombinacoes.blogspot.com/