Correndo contra Átropos
O tudo do nada que sei
Preferia não saber.
Impelido a interromper o curso das águas irei
Em meu contínuo, errado e dissoluto viver.
A luta que vi sempre necessária,
Essa do prazer absoluto que é nada,
Compreendi ser pária
Pela Tisífone farta.
Ao Lethe remoto
Não irão parar
As esperanças desejadas que corto
Antes de Átropos as retalhar.
Aparelhando assim a vida
Para a morte
Intento estancar a ferida
Que é a Sorte.

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