Fatum

16.6.09 à(s) 18:32
Fatum

Nessa recta circular que vida chamam,

Inspiro a curtos fôlegos sua essência

Que as Parcas tramam

Em sua malevolência.


O Futuro que não temos e não existe

Cria em nós esta falsa esperança

De ter em riste

A letícia branda.


Oh! Fado desmesurado do destino,

Natural e imparável, que consciente

Do vigor perdido

Escorre tão fluente.


No medo do certo purgante pranto,

Sereno e tranquilo intento ser,

Tal Orfeu canto

No ardor de viver.


Tranquilo, incitam a largos passos

O coração que não sei controlar,

Nos douze escassos

Incapazes d’estirar.


Em [des]ânimo entoo a débil sorte

Da cenologia autêntica e certa

Da vida em morte

Que Cronos veta.

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