Sestina of the Tramp-Royal

28.7.09 à(s) 22:39

Speakin' in general, I 'ave tried 'em all,
The 'appy roads that take you o'er the world.
Speakin' in general, I 'ave found them good
For such as cannot use one bed too long,
But must get 'ence, the same as I 'ave done,
An' go observin' matters till they die.

What do it matter where or 'ow we die,
So long as we've our 'ealth to watch it all --
The different ways that different things are done,
An' men an' women lovin' in this world --
Takin' our chances as they come along,
An' when they ain't, pretendin' they are good?

In cash or credit -- no, it aren't no good;
You 'ave to 'ave the 'abit or you'd die,
Unless you lived your life but one day long,
Nor didn't prophesy nor fret at all,
But drew your tucker some'ow from the world,
An' never bothered what you might ha' done.

But, Gawd, what things are they I 'aven't done?
I've turned my 'and to most, an' turned it good,
In various situations round the world --
For 'im that doth not work must surely die;
But that's no reason man should labour all
'Is life on one same shift; life's none so long.

Therefore, from job to job I've moved along.
Pay couldn't 'old me when my time was done,
For something in my 'ead upset me all,
Till I 'ad dropped whatever 'twas for good,
An', out at sea, be'eld the dock-lights die,
An' met my mate -- the wind that tramps the world!

It's like a book, I think, this bloomin' world,
Which you can read and care for just so long,
But presently you feel that you will die
Unless you get the page you're readin' done,
An' turn another -- likely not so good;
But what you're after is to turn 'em all.

Gawd bless this world! Whatever she 'ath done --
Excep' when awful long -- I've found it good.
So write, before I die, "'E liked it all!"

post scriptum: ao resolver encontrar este poema traduzido para a língua de Camões não encontrei nem um verso. Apesar de desnecessário, e apenas por capricho, traduzi-lo-ei... =p

suspiro [2]

à(s) 22:28

Dá vontade, não dá?

to be or not to be ... a tramp

à(s) 17:43


«Meu Deus, como é bom empreender uma viagem! Quantas vezes, ó estrada distante, me agarrei a ti como um náufrago a uma tábua de salvação! E quantas vezes me salvaste! Que maravilhosos pensamentos, que sonhos poéticos, soubeste então inspirar-me! Que divinas impressões experimentei, ao percorrer-te!...»
in Almas Mortas - Nicolai Gogol

Cântico Negro

27.7.09 à(s) 22:47



José Régio

to be or: TO BE

26.7.09 à(s) 23:09

Be happy
.
.
.
Or die trying
24.7.09 à(s) 20:34

Sei que vivo esta pessoa por viver,
Indiferente pessoa que esvaece
Do corpo que o tempo faz desaparecer,

Vivo imaginando a quimérica verdade
Da vida justa e favorável ao ser
Que abandono nas ruas sem saudade
Em meu devasso e dissoluto viver.

Ante meu claro reflexo no sombrio rio
Vejo minha pessoa alar sem vida
No esquecimento de uma nova que crio
No passar do tempo que é minha ferida.

A assim deixo a meu corpo a chara
Da vida que existe devisando
Sua ocisão: eis a tara
Da certeza dolorosa -
Na foz o curso Pára.

musa do metro?

à(s) 14:14

Numa eterna carruagem que é a vida imunda e errada, naufrago de meu inocente ser, faço que fito pessoas(?) que se cruzam, ninguém se conhece. O desconhecido, o estranho e o perigo perpetuam-se (e daí...).
Não gosto deste comum modo de viver: fútil e oco. Pergunto-me pelas razões, pelos ideais, pelo ser e não pelo mero existir (infrutífera procura...). Vive-se porque se vive, morre-se porque se morre e cada um cumpre o destino que lhe cumpre.
Os dias escorrem pela vida como lágrimas que escorrem pela face, a tristeza cola-se aos olhos quando se vê o mundo, e eis a verdade como tapete.

Sail Away - David Gray
à(s) 14:13

busco o aneurisma nas minhas emoções,

mas ele não larga a parte errada do cérebro

através do vidro

à(s) 14:11

O que somos nós? [2]

14.7.09 à(s) 17:17
Falarei agora daquele que foi propositadamente o meu primeiro post neste blog e que dizia algo como:

"Num dia mais pachorrento que o habitual reparei numa coisa muito engraçada que vós, seres pensantes, irão com certeza refutar:
O homem é um saco de ossos, carne, vísceras, sangue, esperma e merda. Com meia dúzia de fibras nervosas a ligarem o cérebro ao ânus.
Pergunto-vos: menti?"

Disse eu uns meses atrás, mas não com o intuito de chocar os meus queridos cibernautas, não. Apenas obriguei minha pessoa a ter esperança por uma vez que fosse, esperando que alguém me respondesse:

"Com efeito, somos apenas pagãos inocentes da decadência"

Propositadamente deixo agora este post. E assim me comprazo, retiro glória de minha anulação.

Suspiro

10.7.09 à(s) 19:15

(Peaceful Landscape Oil on Canvas 10x13 POR Artist Alex Perez)

desconhecido

8.7.09 à(s) 13:57
Eterno Deconhecido
(Soul Cages - Piotr Kowalik)

Nunca conhecemos ninguém, nem mesmo nós próprios. E é bastante simples de se perceber porquê...

Em todo o caso apenas conhecemos a ideia, a imagem, que temos da pessoa em causa (mesmo que de nós mesmos). Uma pessoa, no verdadeiro sentido e acepção da palavra, não obedece a uma regra rígida e imutável de pensamentos ou acções (apesar de às vezes parecer que sim...). Quero com isto dizer que cada um de nós, enquanto pessoa, é simplesmente imprevisível, não somos estáveis, não somos sempre os mesmos.

A realidade é que tudo quanto o ser humano pensa conhecer, não passa de imagens que os sentidos transportam para o córtex cerebral, onde o físico dá lugar ao metafísico, que conhecemos por pensamento. De forma muito simples resumo isto ao facto da barreira da percepção se entrepor implacavelmente entre o mundo real e o pensamento. Nunca temos acesso ao mundo real, apenas a ideias que nós construímos através do elemento base que é a percepção. E aí, o que é a realidade? Pois, não sei, mas agora também não interessa.

E por essas duas razões nunca conhecemos realmente ninguém, nós inclusive. Convenhamos: aquilo que é íntimo (eis a verdadeira essência de uma pessoa) será, para todo o sempre, inacessível pelo exterior por definição.

Resta dizer uma última coisa em relação a nunca nos conhecermos a nós mesmos: a nossa pessoa é aquilo que somos num momento (nem 1 segundo antes, nem um segundo depois), e é isso que somos, tentar conhecer isso é impossível (digo eu, quem sabe, um dia talvez...).

Já estou relativamente cansado disto, portanto deixarei que sejam vós a interpretar a conclusão:


"Pensar é estar doente dos olhos" - Pessoa Alberto Caeiro

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Fernando Pessoa

glorioso

4.7.09 à(s) 13:10

Que belo regozijo foi ouvir o antigo, mas recém-eleito, presidente do S. L. Benfica!

Como ele diria no seu discurso: "é um clube impressionável!"


Otários, joguem na bola...

sem título

à(s) 12:46

Bom amigo, rijo, pénis, fole, bolsa, saco, escroto, vida fecunda cria carne, peitos, bela brincadeira que em tons de fantasia rosa, amarela, verde, branca e negra (bem vermelha) desfila onde olhos precipitados, obscenos, cegos regalam animoso, caloroso, vigoroso mas inerte cortejo...

E assim disse minha pessoa num dia que se achou mais ociosa...


economia

2.7.09 à(s) 13:12

Economia é a ciência que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei), daí "gerir a casa" ou "regras da casa".

E agora imagine-se que a economia, em vez da ciência "gerir a casa", transforma-se na ciência de optimizar o lucro (imaginação pura...). Mas para falar no lucro convém saber o que é ele na realidade. O lucro da gestão económica é o retorno positivo de um investimento por alguém feito.

Parece simples não é verdade? Então simplifiquemos ainda mais as coisas:
Há necessidade de gerir uma casa quando esta tem tudo o que precisa (e não precisa) em larga abundância? Claro que não, não há necessidade de qualquer tipo de gestão ou, como já se advinha, a economia é desnecessária.

Darei um exemplo: porque não pagamos o ar que respiramos? Não o pagamos porque este existe em tamanha abundância que não faria sentido vendê-lo, já que todos a ele podemos ter acesso, pelo que igualmente absurdo seria tentar que alguns ficassem privados deste bem, para que fosse possível vendê-lo.

Desta forma é possível verificar uma coisa: o lucro depende da abundância e da necessidade. Quanto menor for a abundância, maior será o lucro (e é por esta razão que há diamantes que nunca chegam entrar no mercado...).

Em suma: a necessidade de gestão de recursos escassos criou a economia que, por sua vez, compreendeu a possibilidade de fomentar o lucro.

Hoje em dia imagine-se que havia comida suficiente para toda a gente e que a fome no mundo poderia ser extinta graças à modernização da agricultura (imagine-se!). Então deixaria de ser necessário de comprar comida. E que problema tem esta bela utopia? É simples: se deixasse de ser necessário comprar comida, as pessoas iam também deixar de a vender. (espero que me tenha feito entender...)

Post Scriptum: coisas mais absurdas do que o ordenado do Cristiano Ronaldo, apenas as crises de sobre-produção como a de quinta-feira negra de 24 de Outubro de 1929, em que a abundância fez acumular os stocks e baixou os preços, e destruiu o lucro... E depois que se fez? destruiram-se os stocks para recuperar a escassez miserável em que o deve povo viver para que o objectivo último: O LUCRO, seja viável.

sharing [3]

1.7.09 à(s) 15:18

Take the forward path
Have a big slice of the city

És o momento

à(s) 14:40

Nós não somos o que pensamos ser, ou o que os outros pensam que somos. Nós não somos donos nem criados, nem ricos nem pobres. Perguntar-me-ão vós: felizes ou infelizes? Respondo: Talvez...

Nós não somos o nosso corpo nem a nossa mente, tão pouco somos o nosso passado ou o nosso futuro (se é que o temos...).

E que somos nós, escrupulosos detritos? Nós somos o momento. Nada mais, nada menos.

Não pensais que falo de Carpe Diem, não pensais que reproduzo Ricardo Reis, não. Introduzo um neo-conceito (se é que ainda há algo que possamos inventar...), isto de sermos o momento não significa que temos de colher o dia, significa apenas que aquilo que somos se resume ao momento presente, momento esse que nunca conseguiremos compreender e muito menos capturar (sim, há as fotografias!). Quanto a essa de colher o momento alguém m'o ensine a fazê-lo...

Podia continuar e explanar tudo o que penso sobre este assunto, mas não o farei. Prefiro ir ouvir a "Sail Away" dos Madrugada, ou "My Body Is A Cage" dos Arcade Fire. E assim me comprazo, retiro glória de minha anulação.