Indiferente pessoa que esvaece
Do corpo que o tempo faz desaparecer,
Vivo imaginando a quimérica verdade
Da vida justa e favorável ao ser
Que abandono nas ruas sem saudade
Em meu devasso e dissoluto viver.
Ante meu claro reflexo no sombrio rio
Vejo minha pessoa alar sem vida
No esquecimento de uma nova que crio
No passar do tempo que é minha ferida.
A assim deixo a meu corpo a chara
Da vida que existe devisando
Sua ocisão: eis a tara
Da certeza dolorosa -
Na foz o curso Pára.

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