Economia é a ciência que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei), daí "gerir a casa" ou "regras da casa".
E agora imagine-se que a economia, em vez da ciência "gerir a casa", transforma-se na ciência de optimizar o lucro (imaginação pura...). Mas para falar no lucro convém saber o que é ele na realidade. O lucro da gestão económica é o retorno positivo de um investimento por alguém feito.
Parece simples não é verdade? Então simplifiquemos ainda mais as coisas:
Há necessidade de gerir uma casa quando esta tem tudo o que precisa (e não precisa) em larga abundância? Claro que não, não há necessidade de qualquer tipo de gestão ou, como já se advinha, a economia é desnecessária.
Darei um exemplo: porque não pagamos o ar que respiramos? Não o pagamos porque este existe em tamanha abundância que não faria sentido vendê-lo, já que todos a ele podemos ter acesso, pelo que igualmente absurdo seria tentar que alguns ficassem privados deste bem, para que fosse possível vendê-lo.
Desta forma é possível verificar uma coisa: o lucro depende da abundância e da necessidade. Quanto menor for a abundância, maior será o lucro (e é por esta razão que há diamantes que nunca chegam entrar no mercado...).
Em suma: a necessidade de gestão de recursos escassos criou a economia que, por sua vez, compreendeu a possibilidade de fomentar o lucro.
Hoje em dia imagine-se que havia comida suficiente para toda a gente e que a fome no mundo poderia ser extinta graças à modernização da agricultura (imagine-se!). Então deixaria de ser necessário de comprar comida. E que problema tem esta bela utopia? É simples: se deixasse de ser necessário comprar comida, as pessoas iam também deixar de a vender. (espero que me tenha feito entender...)
Post Scriptum: coisas mais absurdas do que o ordenado do Cristiano Ronaldo, apenas as crises de sobre-produção como a de quinta-feira negra de 24 de Outubro de 1929, em que a abundância fez acumular os stocks e baixou os preços, e destruiu o lucro... E depois que se fez? destruiram-se os stocks para recuperar a escassez miserável em que o deve povo viver para que o objectivo último: O LUCRO, seja viável.

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