Nós não somos o que pensamos ser, ou o que os outros pensam que somos. Nós não somos donos nem criados, nem ricos nem pobres. Perguntar-me-ão vós: felizes ou infelizes? Respondo: Talvez...
Nós não somos o nosso corpo nem a nossa mente, tão pouco somos o nosso passado ou o nosso futuro (se é que o temos...).
E que somos nós, escrupulosos detritos? Nós somos o momento. Nada mais, nada menos.
Não pensais que falo de Carpe Diem, não pensais que reproduzo Ricardo Reis, não. Introduzo um neo-conceito (se é que ainda há algo que possamos inventar...), isto de sermos o momento não significa que temos de colher o dia, significa apenas que aquilo que somos se resume ao momento presente, momento esse que nunca conseguiremos compreender e muito menos capturar (sim, há as fotografias!). Quanto a essa de colher o momento alguém m'o ensine a fazê-lo...
Podia continuar e explanar tudo o que penso sobre este assunto, mas não o farei. Prefiro ir ouvir a "Sail Away" dos Madrugada, ou "My Body Is A Cage" dos Arcade Fire. E assim me comprazo, retiro glória de minha anulação.

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