INQUIETAÇÃO

6.12.09 à(s) 18:33

No leito deste rio apenas tinta corre

à(s) 17:39
Que hei-de escrever?
E porque não isso mesmo: por onde vem a ser o desejo de escrever, melhor, que NECESSIDADE pretende a escrita colmatar?
A resposta é bastante nítida e plausível. A única coisa que está em questão – aliás, a única coisa que está SEMPRE em questão – para qualquer ente que sinta o ABSURDO, e não apenas que o pense como exercício retórico – se apenas o pensar tanto melhor para ele –, é a necessidade de escapar a esta dor fértil da ineficiência da existência humana – perdão, pode ser que esta existência seja senhora de surtir efeito algum, neste caso o termo mais correcto seria INUTILIDADE.
E que fuga será mais nobre no gesto, do que as linhas, ou não-linhas, de uma folha em branco. Ó pórtico dos pórticos, tu que és a nívea e crível ponte para o Fado…
Todavia os artistas de segunda – também o maestro destas palavras andará por aqui –, que na música apenas experimentam o esclavagismo daquele que apenas assiste e que apenas Sonha. Escritores, ou filósofos, ou, mais altos ainda, POETAS, esses que permanecem agrilhoados à panorâmica dos factos gramaticais destituídos de qualquer REALIDADE , assim como às armadilhas da linguagem que os findam, encontram a tinta como trilha e veículo de fuga. Como justificação da existência ou, pelo menos, como um sofrer-o-menos-possível. Mesmo que apenas enquanto ILUSÃO.
Mas… sejamos honestos, haverá algo sequer para além da ILUSÃO?

E se ...

à(s) 00:38

E se o estrume em que germina a ilusão for fértil quanto baste para fecundar a vida dos homens?


Não é o tempo a ponte sobre o vazio que liga o nada a coisa nenhuma?

1.12.09 à(s) 20:18

And I just don't care what happens next
looks like freedom but it feels like death
it's something in between, I guess
it's CLOSING TIME.*


* Closing Time, por Leonard Cohen

time isn't on anybody side

30.11.09 à(s) 01:29

Entre o nascimento e a morte, ponte absurda sobre o impossivel que liga nada a coisa nenhuma, concebe-se a ideia de tempo. Duração do pouco que duramos, quanto de ti é o Nós. Mas por ora não nos percamos no niilismo. Isto trata-se de algo mais, não fosse a noção de "aquis" e "agoras" o substrato para o conhecimento, para a lucidez. Grande plano para os "agoras".
O tempo é preponderante no entendimento e na forma de existência humana. É democrático, aglutinador e soberano, sobrepõem-se a todos os lugares ou não-lugares.
O tempo está pois a cima do que existe. Se as coisas têm uma essência ou substância, se o aparente muda encerrando em si algo imutável, tudo isso não é apenas secundário, além disso, provoca gargalhadas de riso. Antes de tudo o resto, o único substrato lícito de ser pensável é o algo que fica do que vida foi, a esperança do sargaço na meia praia em fecundar uma nova ilusão.
Ó caducidade dos entes.
Ó certeza de que nada se repete.
Ó gradativa humidade nas paredes.
Ó rugas que se cravam na carne humana.

Águas calmas e correntes, há mais tempo e vida em ti que nos relógios e movimentos demais das cidades, respectivamente. Pena haver poucos que te saibam ouvir....


The sands of time wait for nobody

a new dawn

à(s) 01:14

and now?

20.9.09 à(s) 02:07



It's just a good time to stop...

o melhor da 7ª arte

31.8.09 à(s) 02:23

Le chien domestique...

24.8.09 à(s) 15:41

Estavam à espera que um cão, ao ser domesticado, aprendesse algo positivo com o homem!? ("h" pequenino pessoal, nesta palavra o "h" é sempre pequenino...)

disease or music?

à(s) 15:19

O californiano Stephan Zielinski em plena crise existencial, ou simplesmente num dia mais ocioso, decidiu utilizar parte da sequência genética do vírus H1N1, criando um algoritmo em computador, de modo a transformar a referida sequência em... música

Dá para ouvi-la nesta página.


Há merdas que nao servem mesmo para nada. E o que se faz? Perde-se tempo com elas...
(também sou humano (quando convém))

more music for no one

à(s) 15:14

tenho dito

à(s) 15:12

Neurotic? no doubt...

à(s) 15:01

socrates primeiro-ministro outra vez?

à(s) 14:28

convençam-me disso....

e porque não?

à(s) 11:50

erros ou força gravítica?

20.8.09 à(s) 01:20

Citando a Eneida de Virgílio: Facilis descensus Averno....


Fotografia no Monte Baldo, descida para o lago Garda

hope?

à(s) 01:14

la vie, la mort...

à(s) 01:03

Vaut la peine sourire?

faith

à(s) 00:59


The rudiments have always been misinterpreted during history,
despite the good intentions of many disciples who's faithful believe was strong and unswayed.
Most leaders interpret the old words to their
advantage in the attempt of gaining leadership and power
over those unfortunate enough to fall under their maliciousness and manipulative ways.
This misuse of trust will forever stain the pages of history,
echoing the exploitation and the frailty of decent
men carried away by nurtured rancour...

Perpetual distrust fed by a belief
In the malevolence of the others

When the beautiful unreality holds out its hand
It's better not to lose yourself in blind faith

thnks

à(s) 00:13

Devido a uma situação originada a partir do imenso zelo com que tomo conta da minha carne profana, devo agradecer ao viravento o cuidado que teve ao avisar-me de que era impossível postar comentários neste blog (devido ao template).

Então que se faz? Pois bem: mata-se o bicho, acaba-se com a peçonha!

E os meus agradecimentos ao viravento.

As 3 muscAteirAs

19.8.09 à(s) 11:29

faint

13.8.09 à(s) 20:35

Penso logo desisto . . .

Tabacaria

à(s) 20:30

combater a crise

à(s) 20:28

força da gravidade não perdoa

6.8.09 à(s) 19:04

Há bem pouco tempo falava da descida irrecusável, que nós, tristes almas humanas, empreendemos no contínuo desvanecer, daquilo a que chamamos vida, até às portas de Averno.

Pois bem, hoje assim foi...

Dia 6 de Agosto de 2009, pelas 16:45, eu que vagueava à deriva pelo Fio Da Navalha caí.

Não, a falar a sério, CAÍ MESMO!!



(porra! ia de bicla e tinha acabado de ultrapassar um megane! ai c'ã brecaã...)

fractal

3.8.09 à(s) 20:43
O CAOS abraça por completo a nossa existência, vivemos mergulhados numa série anárquica de ocorrências. Porém questão que se coloca é se será a própria Teoria do Caos a provar o próprio Determinismo.

Sestina of the Tramp-Royal

28.7.09 à(s) 22:39

Speakin' in general, I 'ave tried 'em all,
The 'appy roads that take you o'er the world.
Speakin' in general, I 'ave found them good
For such as cannot use one bed too long,
But must get 'ence, the same as I 'ave done,
An' go observin' matters till they die.

What do it matter where or 'ow we die,
So long as we've our 'ealth to watch it all --
The different ways that different things are done,
An' men an' women lovin' in this world --
Takin' our chances as they come along,
An' when they ain't, pretendin' they are good?

In cash or credit -- no, it aren't no good;
You 'ave to 'ave the 'abit or you'd die,
Unless you lived your life but one day long,
Nor didn't prophesy nor fret at all,
But drew your tucker some'ow from the world,
An' never bothered what you might ha' done.

But, Gawd, what things are they I 'aven't done?
I've turned my 'and to most, an' turned it good,
In various situations round the world --
For 'im that doth not work must surely die;
But that's no reason man should labour all
'Is life on one same shift; life's none so long.

Therefore, from job to job I've moved along.
Pay couldn't 'old me when my time was done,
For something in my 'ead upset me all,
Till I 'ad dropped whatever 'twas for good,
An', out at sea, be'eld the dock-lights die,
An' met my mate -- the wind that tramps the world!

It's like a book, I think, this bloomin' world,
Which you can read and care for just so long,
But presently you feel that you will die
Unless you get the page you're readin' done,
An' turn another -- likely not so good;
But what you're after is to turn 'em all.

Gawd bless this world! Whatever she 'ath done --
Excep' when awful long -- I've found it good.
So write, before I die, "'E liked it all!"

post scriptum: ao resolver encontrar este poema traduzido para a língua de Camões não encontrei nem um verso. Apesar de desnecessário, e apenas por capricho, traduzi-lo-ei... =p

suspiro [2]

à(s) 22:28

Dá vontade, não dá?

to be or not to be ... a tramp

à(s) 17:43


«Meu Deus, como é bom empreender uma viagem! Quantas vezes, ó estrada distante, me agarrei a ti como um náufrago a uma tábua de salvação! E quantas vezes me salvaste! Que maravilhosos pensamentos, que sonhos poéticos, soubeste então inspirar-me! Que divinas impressões experimentei, ao percorrer-te!...»
in Almas Mortas - Nicolai Gogol

Cântico Negro

27.7.09 à(s) 22:47



José Régio

to be or: TO BE

26.7.09 à(s) 23:09

Be happy
.
.
.
Or die trying
24.7.09 à(s) 20:34

Sei que vivo esta pessoa por viver,
Indiferente pessoa que esvaece
Do corpo que o tempo faz desaparecer,

Vivo imaginando a quimérica verdade
Da vida justa e favorável ao ser
Que abandono nas ruas sem saudade
Em meu devasso e dissoluto viver.

Ante meu claro reflexo no sombrio rio
Vejo minha pessoa alar sem vida
No esquecimento de uma nova que crio
No passar do tempo que é minha ferida.

A assim deixo a meu corpo a chara
Da vida que existe devisando
Sua ocisão: eis a tara
Da certeza dolorosa -
Na foz o curso Pára.

musa do metro?

à(s) 14:14

Numa eterna carruagem que é a vida imunda e errada, naufrago de meu inocente ser, faço que fito pessoas(?) que se cruzam, ninguém se conhece. O desconhecido, o estranho e o perigo perpetuam-se (e daí...).
Não gosto deste comum modo de viver: fútil e oco. Pergunto-me pelas razões, pelos ideais, pelo ser e não pelo mero existir (infrutífera procura...). Vive-se porque se vive, morre-se porque se morre e cada um cumpre o destino que lhe cumpre.
Os dias escorrem pela vida como lágrimas que escorrem pela face, a tristeza cola-se aos olhos quando se vê o mundo, e eis a verdade como tapete.

Sail Away - David Gray
à(s) 14:13

busco o aneurisma nas minhas emoções,

mas ele não larga a parte errada do cérebro

através do vidro

à(s) 14:11

O que somos nós? [2]

14.7.09 à(s) 17:17
Falarei agora daquele que foi propositadamente o meu primeiro post neste blog e que dizia algo como:

"Num dia mais pachorrento que o habitual reparei numa coisa muito engraçada que vós, seres pensantes, irão com certeza refutar:
O homem é um saco de ossos, carne, vísceras, sangue, esperma e merda. Com meia dúzia de fibras nervosas a ligarem o cérebro ao ânus.
Pergunto-vos: menti?"

Disse eu uns meses atrás, mas não com o intuito de chocar os meus queridos cibernautas, não. Apenas obriguei minha pessoa a ter esperança por uma vez que fosse, esperando que alguém me respondesse:

"Com efeito, somos apenas pagãos inocentes da decadência"

Propositadamente deixo agora este post. E assim me comprazo, retiro glória de minha anulação.

Suspiro

10.7.09 à(s) 19:15

(Peaceful Landscape Oil on Canvas 10x13 POR Artist Alex Perez)

desconhecido

8.7.09 à(s) 13:57
Eterno Deconhecido
(Soul Cages - Piotr Kowalik)

Nunca conhecemos ninguém, nem mesmo nós próprios. E é bastante simples de se perceber porquê...

Em todo o caso apenas conhecemos a ideia, a imagem, que temos da pessoa em causa (mesmo que de nós mesmos). Uma pessoa, no verdadeiro sentido e acepção da palavra, não obedece a uma regra rígida e imutável de pensamentos ou acções (apesar de às vezes parecer que sim...). Quero com isto dizer que cada um de nós, enquanto pessoa, é simplesmente imprevisível, não somos estáveis, não somos sempre os mesmos.

A realidade é que tudo quanto o ser humano pensa conhecer, não passa de imagens que os sentidos transportam para o córtex cerebral, onde o físico dá lugar ao metafísico, que conhecemos por pensamento. De forma muito simples resumo isto ao facto da barreira da percepção se entrepor implacavelmente entre o mundo real e o pensamento. Nunca temos acesso ao mundo real, apenas a ideias que nós construímos através do elemento base que é a percepção. E aí, o que é a realidade? Pois, não sei, mas agora também não interessa.

E por essas duas razões nunca conhecemos realmente ninguém, nós inclusive. Convenhamos: aquilo que é íntimo (eis a verdadeira essência de uma pessoa) será, para todo o sempre, inacessível pelo exterior por definição.

Resta dizer uma última coisa em relação a nunca nos conhecermos a nós mesmos: a nossa pessoa é aquilo que somos num momento (nem 1 segundo antes, nem um segundo depois), e é isso que somos, tentar conhecer isso é impossível (digo eu, quem sabe, um dia talvez...).

Já estou relativamente cansado disto, portanto deixarei que sejam vós a interpretar a conclusão:


"Pensar é estar doente dos olhos" - Pessoa Alberto Caeiro

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Fernando Pessoa

glorioso

4.7.09 à(s) 13:10

Que belo regozijo foi ouvir o antigo, mas recém-eleito, presidente do S. L. Benfica!

Como ele diria no seu discurso: "é um clube impressionável!"


Otários, joguem na bola...

sem título

à(s) 12:46

Bom amigo, rijo, pénis, fole, bolsa, saco, escroto, vida fecunda cria carne, peitos, bela brincadeira que em tons de fantasia rosa, amarela, verde, branca e negra (bem vermelha) desfila onde olhos precipitados, obscenos, cegos regalam animoso, caloroso, vigoroso mas inerte cortejo...

E assim disse minha pessoa num dia que se achou mais ociosa...


economia

2.7.09 à(s) 13:12

Economia é a ciência que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei), daí "gerir a casa" ou "regras da casa".

E agora imagine-se que a economia, em vez da ciência "gerir a casa", transforma-se na ciência de optimizar o lucro (imaginação pura...). Mas para falar no lucro convém saber o que é ele na realidade. O lucro da gestão económica é o retorno positivo de um investimento por alguém feito.

Parece simples não é verdade? Então simplifiquemos ainda mais as coisas:
Há necessidade de gerir uma casa quando esta tem tudo o que precisa (e não precisa) em larga abundância? Claro que não, não há necessidade de qualquer tipo de gestão ou, como já se advinha, a economia é desnecessária.

Darei um exemplo: porque não pagamos o ar que respiramos? Não o pagamos porque este existe em tamanha abundância que não faria sentido vendê-lo, já que todos a ele podemos ter acesso, pelo que igualmente absurdo seria tentar que alguns ficassem privados deste bem, para que fosse possível vendê-lo.

Desta forma é possível verificar uma coisa: o lucro depende da abundância e da necessidade. Quanto menor for a abundância, maior será o lucro (e é por esta razão que há diamantes que nunca chegam entrar no mercado...).

Em suma: a necessidade de gestão de recursos escassos criou a economia que, por sua vez, compreendeu a possibilidade de fomentar o lucro.

Hoje em dia imagine-se que havia comida suficiente para toda a gente e que a fome no mundo poderia ser extinta graças à modernização da agricultura (imagine-se!). Então deixaria de ser necessário de comprar comida. E que problema tem esta bela utopia? É simples: se deixasse de ser necessário comprar comida, as pessoas iam também deixar de a vender. (espero que me tenha feito entender...)

Post Scriptum: coisas mais absurdas do que o ordenado do Cristiano Ronaldo, apenas as crises de sobre-produção como a de quinta-feira negra de 24 de Outubro de 1929, em que a abundância fez acumular os stocks e baixou os preços, e destruiu o lucro... E depois que se fez? destruiram-se os stocks para recuperar a escassez miserável em que o deve povo viver para que o objectivo último: O LUCRO, seja viável.

sharing [3]

1.7.09 à(s) 15:18

Take the forward path
Have a big slice of the city

És o momento

à(s) 14:40

Nós não somos o que pensamos ser, ou o que os outros pensam que somos. Nós não somos donos nem criados, nem ricos nem pobres. Perguntar-me-ão vós: felizes ou infelizes? Respondo: Talvez...

Nós não somos o nosso corpo nem a nossa mente, tão pouco somos o nosso passado ou o nosso futuro (se é que o temos...).

E que somos nós, escrupulosos detritos? Nós somos o momento. Nada mais, nada menos.

Não pensais que falo de Carpe Diem, não pensais que reproduzo Ricardo Reis, não. Introduzo um neo-conceito (se é que ainda há algo que possamos inventar...), isto de sermos o momento não significa que temos de colher o dia, significa apenas que aquilo que somos se resume ao momento presente, momento esse que nunca conseguiremos compreender e muito menos capturar (sim, há as fotografias!). Quanto a essa de colher o momento alguém m'o ensine a fazê-lo...

Podia continuar e explanar tudo o que penso sobre este assunto, mas não o farei. Prefiro ir ouvir a "Sail Away" dos Madrugada, ou "My Body Is A Cage" dos Arcade Fire. E assim me comprazo, retiro glória de minha anulação.

título póstumo / carpe diem ?

29.6.09 à(s) 20:12

Adiantando trabalho para daqui a uns tempos:

Tal como a vida ordena
Hoje morto estou,
Deixando este fio de pena
Que é tudo quanto sou.

São desnecessários floreados,
Ser, é a certeza da morte,
Dos rios findos e esfaimados
Como dita a humana Sorte.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje (ou aquilo que amanhã não poderás fazer)...

NOVIDADE?

à(s) 15:53

Segundo o Departamento de Armas Explosivos da Polícia de Segurança Pública (que age, obviamente, em conformidade com a lei), estar na posse de uma faca borboleta é punivel com uma pena de prisão até 4 anos, enquanto que estar na posse de um engenho susceptível a explosão nuclear pode ser punivel com uma pena de prisão até 8 anos.

"E o burro sou eu?"

I just want to sail away

28.6.09 à(s) 23:01

Caminhemos sempre separados
Lado a lado até às barcas,
Onde indiferentes fados
Separados são dos fusos das Parcas.

Protejendo nossas almas
Iremos vendo nosso reflexo
Nas águas correntes e calmas
Do óbito não mais perplexo,

Pois quando obrigados a descer
A porta certa de Avernu,
Esqueceremos então o viver
Segurando o óbolo erterno.

E vivamos assim, conscientes
Da calmaria contrária
Onde esperanças inscientes
Se refugiam da hora arbitrária.

post scriptum: "but my body still is a cage"

teorias

26.6.09 à(s) 20:22

Eis o inverso...


(ver desd'os 2min16seg aos 2min35seg)


... da música que muitos conhecem, ...



... há lá cada cousa!

dedicado aos católicos não-praticantes

à(s) 18:36

Em dedicação aos católicos não-praticantes publico este "poste".
Isto de acreditar na doutrina, ter fé e ser-se fiel à instituição, mas não praticar a religião em si, é coisa que nunca percebi em toda a sua plenitude, apesar de considerar que tal se deve ao facto do católico ter a porcaria do confessionário sempre à mão.

esboço no fio da ... pena

25.6.09 à(s) 13:44


A vida é ridícula pois a morte a torna inútil. Como podem eles afirmar invariavelmente que a vida é bela, quando o belo dá lugar ao bem, e a vida humana apenas dá lugar ao vazio? Ou quando o seu grande objectivo, que é conquista da felicidade individual ou colectiva (coisa, por sua vez, demasiado volátil e abstracta para ultrapassar a barreira da invenção humana irreal), é tudo quanto precisamos e que o dineheiro a pode comprar?

Pois que a felicidade seja impossível, que seja o termo do conceito inexistente no mundo real. Jamais será a razão soberana e provocadora da incompreensibilidade com que a vida é vista, ou a frivolidade crescente com que é vivida…

Tal como todo o verdadeiro amor é um amor impossível, e da mesma forma que a acutilante saudade é um dos mais generosos sentimentos que se pode transpirar, também a vida definha na sua paradoxalidade (é... por esta não esperavam vós).

Que melhor sentido pode ter uma vida, do que aquela que é guiada por um sonho dos outros com nós próprios? Qual poderá ser a melhor vida que essa mesmo? Aquela que é vivida na pura mentira de que o futuro existe, e de que o podemos criar para nós mesmos em conformidade com a ética do agir, pensar e ser.

É possível viver a vida gratamente. Mas tornar-se-á mais gratificante caso não se carregue a consciência de que o propósito desta, o bem supremo (chamo-lhe isto por preguiça e ignorância), filho da ética e das belas-artes, não pode ser simplesmente compreendido ou tão pouco alcançado, apenas fingido. Ainda para mais quando estamos a viver a única oportunidade que o temos de fazer.

A verdade é acutilante e áspera, todavia, a mentira, apesar de espinhosa, é benévola…

Incitando a descida que a Sorte nos obriga, apelo à compreensão de que todos nós vivemos a única oportunidade de o fazer, e que as cidades não passam de pedras de calçada onde florescem as rosas de Adónis. Rosas essas que mesmo quando rosas se recusam a ser, efémeras a ser continuam.


post scriptum: um abraço se leu até ao fim

sharing [2]

à(s) 13:06

paixão

24.6.09 à(s) 01:27

O contrário de "paixão" é "acção", (ou pelo menos assim o ensinam as gramáticas: "voz passiva" e "voz activa"). Embora saibamos que exista a acção passional e a paixão activa. Será que as nossas línguas não têm "vozes" para gritarem este facto aos quatro ventos?

Paixão, na linguagem aristotélica, indica aquilo que se sofre, sendo assim o contrário de acção.


post scriptum: quem está apaixonado?

simples

22.6.09 à(s) 19:14

Dado que continuo a não saber quem escreveu tal coisa, atribuo esta citação à minha hungara preferida.


Para todos os efeitos foste a única pessoa a dizer-me isto
Saudades Lili

þök að fjúka!

à(s) 12:26

Caros cibernautas, devido a um imperativo moral alimentado por este belo dia de calor, vi-me forçado a partilhar este vídeo convosco.








É hoje?

into ... life?

21.6.09 à(s) 15:28

e se...

à(s) 15:18

ninja

à(s) 13:39

King Jon Ill e Mahmoud Ahmadinejad, o preto sabe karaté!


Be aware inferior nations. I deal with you during an interview!!!


lixo cibernético

20.6.09 à(s) 02:05

o camião já fez a ronda da noite.

sorry....

de golada

à(s) 02:00

Danem-se! A verdade é que a vida não tem ordem nem direcção, e a única coisa que atenua a dor do saber certo e irrecusável que consiste no facto de que em breve, muito em breve, às portas de Avernu chegaremos, é ter consciência que a injusta, efémera e única oportunidade que tivemos, e que vida se chama, foi realmente colhida como qualquer outra rosa de Adónis.

Epifania precisa-se

à(s) 01:52

Epifania precisa-se:

Como renascer para a morte?

ou

Como plantar uma horta na Casa Branca?



Post Scriptum: comentem este post, seria uma séria ajuda à pobre mente insana que o escreveu!

as cinzas

18.6.09 à(s) 23:48

Surrealismo

à(s) 14:01

por Vladimir Kush

(that it's all in your head)

à(s) 13:50

Gripe Suina?

17.6.09 à(s) 21:00

Vi isto num email e decidi partilhar. Previno que não foi por encontrar piada na presente imagem. (tempos atrás publiquei um "poste" sobre humor*...)

*http://carneprofana.blogspot.com/2009/04/pensativo.html

Fatum

16.6.09 à(s) 18:32
Fatum

Nessa recta circular que vida chamam,

Inspiro a curtos fôlegos sua essência

Que as Parcas tramam

Em sua malevolência.


O Futuro que não temos e não existe

Cria em nós esta falsa esperança

De ter em riste

A letícia branda.


Oh! Fado desmesurado do destino,

Natural e imparável, que consciente

Do vigor perdido

Escorre tão fluente.


No medo do certo purgante pranto,

Sereno e tranquilo intento ser,

Tal Orfeu canto

No ardor de viver.


Tranquilo, incitam a largos passos

O coração que não sei controlar,

Nos douze escassos

Incapazes d’estirar.


Em [des]ânimo entoo a débil sorte

Da cenologia autêntica e certa

Da vida em morte

Que Cronos veta.

My Body Is A Cage

15.6.09 à(s) 22:52

desvarios ++

à(s) 21:19
Correndo contra Átropos


O tudo do nada que sei
Preferia não saber.
Impelido a interromper o curso das águas irei
Em meu contínuo, errado e dissoluto viver.

A luta que vi sempre necessária,
Essa do prazer absoluto que é nada,
Compreendi ser pária
Pela Tisífone farta.

Ao Lethe remoto
Não irão parar
As esperanças desejadas que corto
Antes de Átropos as retalhar.

Aparelhando assim a vida
Para a morte
Intento estancar a ferida
Que é a Sorte.

FATUM

à(s) 15:15
Cada um Cumpre o Destino que lhe Cumpre

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.
Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.
Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

Ricardo Reis, in "Odes"
(Heterónimo de Fernando Pessoa)

despiste [1]

14.6.09 à(s) 17:36


Lésbica - do latim lesbos, significa mulher forte e independente

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Broxar - untar com broxa
Broxa - pincel grande e grosso para pintura ordinária
Broxante - oficial de pintor encarregado de preparar as tintas e dar as pituras de menor responsabilidade

é complicado...

13.6.09 à(s) 21:45
Hoje é dia de Sto António, pelo que ontem foram as marchas do mesmo, em Lisboa.
Não me vou alongar muito no que tenho a dizer: um dos bairros que participava nas marchas ficou em último lugar.
Dir-me-iam vós: com efeito, um dos bairros teria de ficar, e assim eu pensava. Surpresa das surpresas, manifestaram-se hoje, na Avenida da Liberdade devido à classificação que obtiveram.
Será este o inicio de tempos áureos vindouros, em que a população vai passar a reivindicar tudo aquilo a que têm direito(?), ou simplesmente o início do apocalipse ?
Pensando bem... Porque ninguém se manifesta contra as novas normas de financiamento dos partidos ou contra o facto da apanha de caracóis passar momentos terríveis??

Em suma: RAIOS QUE OS AFUNDEM!

sharing

11.6.09 à(s) 20:02

Trainspotting

à(s) 17:43
Epah, não é por mal, mas se ainda não viste o filme Trainspotting, a tua vida deve ser miserável.

Enfim...

à(s) 00:03
Quero apenas partilhar com vós, desconhecidos cibernautas, que não se importam minimamente com a pessoa que em mim existe, (figura de estilo oh! cavalgaduras insanas e taradas) nem eu com vós, que ando completamente desmoralizado!!

Isto de TUDO! (ok, quase quase quase quase tudo) quanto é bom ser imoral, ilegal ou fazer mal à saúde, é a maior merda que já inventaram!!

Título póstumo: PORRA!

pensamento das 23:53

10.6.09 à(s) 23:54
Foi na impossível tarde
Da manhã do dia,
Que dia não era,
E noite do crepúsculo nascente se chamava...

Isso, ou tripas à moda do porto, claro...

EIS O GRITO DA MADEIRA

à(s) 20:38

(não, este "poste" não vai falar de térmitas)

Este "poste" vem noticiar, em ÚLTIMA hora, aquilo que muita e boa gente, possuidora de um frondoso intelecto elidido, ansiava por ouvir, de mãos póstumas num coração de albora.




PÁTRIA O MUERTE !!!!!!!!!!



post scriptum:

bad day

9.6.09 à(s) 12:17
A realidade é que vós podeis estudar, trabalhar, em suma, esforçar-se tanto quanto o corpo humano permite. Atingirem um daqueles salários "porreiros pah" (refiro-me a esta meta já que é a que está mais na moda: money, money, money, money!), e nada, MAS NADA, vos irá assegurar que os vossos objectivos, mesmo quando alcançados, vos farão felizes...
E, posto todos os antecedentes, vós pensais que foi o vosso dia correu mal....